RMA em Recuperação Judicial Industrial: profundidade contábil a serviço do credor

Modelo ilustrativo — não representa um processo real, apenas demonstra a estrutura de atuação.
Se no campo o desafio é levantar o que não está documentado, na indústria metalúrgica o desafio é outro: o credor está diante de um volume grande de dados contábeis — e precisa saber quais deles realmente importam. A função do administrador judicial, nesse cenário, é qualificar tecnicamente esse volume de informação para o juízo e para quem tem crédito em jogo — sem substituir a gestão da empresa, sem tomar partido, apenas tornando o dado confiável e legível.
O RMA aqui aprofunda quatro frentes que o credor de uma empresa industrial cobra com mais frequência:
Fluxo de caixa e DRE gerencial: projetado vs. realizado, mês a mês, com apuração de desvio. É o que responde à pergunta que todo credor faz: "o plano está sendo cumprido de fato?"
Estoque de matéria-prima e produto acabado: giro e valor de reposição, cruzados com o sistema de gestão da empresa — para que o credor veja o estoque como garantia real, não como número em planilha.
Folha de pagamento e passivo trabalhista: evolução do quadro e reflexo no passivo concursal, um dos pontos de maior disputa entre classes de credores.
Covenants financeiros e endividamento: acompanhamento de cláusulas do plano (garantias, alavancagem), com alerta ao juízo — e por consequência ao credor — assim que um descumprimento é identificado, não no relatório seguinte.
Aqui a vistoria presencial pesa mais que a aérea: confirmar fisicamente que a linha de produção parada no papel está parada de fato, ou que o estoque registrado existe no pátio.